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Do público ao privado, está tudo pintado

Bansky-Flower-Brick-Thrower.

A Arte Urbana pode ser definida como uma arte contemporânea, de cunho popular, que é feita em espaços externos da cidade, sejam eles paredes, muros, placas ou todo tipo de aparato de sinalização. Ela também é considerada como sendo uma prática social transgressora, já que, em certo sentido, não respeita os limites do público e do privado para se fazer expressar. Os temas utilizados pelos artistas de rua são bem diversos, no entanto, muitos trabalhos estão pautados em críticas sociais, políticas e econômicas.

No Brasil, a história da Arte Urbana se inicia com as pichações nos anos 60 contra a ditadura militar. Eram mensagens pintadas sobre muros e fachadas de prédios, públicos ou privados, que proclamavam frases contra a censura, a tortura, o imperialismo norte americano e incitavam a luta armada. Com o enfraquecimento da ditadura militar nos anos 70, as manifestações artísticas e culturais foram se desligando das manifestações políticas e passaram a ter uma natureza mais poética e lúdica.

Além disso, a arte de rua também se tornou uma ferramenta de decoração e interação com as cidades, sendo um meio de modificação do urbano ao transformá-lo em um conceito mais dinâmico e interativo. Sendo assim, a Arte de Rua passou a representar o encontro da vida com a arte, ou melhor, a fusão de ambas.

Após certo tempo, a Arte Urbana, antes marginalizada pela sociedade, tornou-se símbolo de um patrimônio cultural acessível a qualquer pessoa, independente de sua classe social ou poder aquisitivo. Nessa conjuntura, essa manifestação artística pública que interage com o ser humano é encontrada onde o cidadão comum poderá se deparar com a diversidade cultural que abrigam os centros urbanos, sem necessariamente precisar se dirigir a um centro cultural.

“A arte urbana é enfocada enquanto um modo de construção social dos espaços públicos, uma via de produção simbólica da cidade, expondo e mediando suas conflitantes relações sociais. Os significados da arte urbana desdobram-se nos múltiplos papéis por ela exercidos, cujos valores são tecidos na sua relação com o público, nos seus modos de apropriação pela coletividade. ”

Vera Pallamin

De um lado ela é reconhecida e legitimada pelas instituições sociais. Por outro, é sempre reprimida, pois ainda e sempre carrega em si o ato transgressor. Assim se dá a história da arte urbana no Brasil e em outros países. Porém, temos aqui um cenário que em relação a outros lugares é tido como um tanto permissivo, talvez por esta característica a expressão brasileira desta linguagem urbana tenha se desenvolvido tanto e alcançado um grande destaque internacional.

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